Tuesday, July 10, 2007

Monday, April 2, 2007

Fluviário de Mora






Exposição
O Fluviário de Mora apresenta uma excelente exposição de habitats de água doce, cujas principais atracções são a flora e a fauna do Alentejo. A visita ao Fluviário corresponde a uma viagem desde os picos das montanhas até às orlas do reino oceânico, com paragem pelo caminho em vários pontos de interesse. Ao longo do percurso, à medida que vamos imergindo no seu meio de água doce, somos presenteados com a intensa actividade de vários animais e é-nos dada a conhecer a importância histórica e cultural dos cursos de água e a crescente influência do homem nos mesmos.
Os animais de água doce são deveras atraentes quando vistos de perto e individualmente. Por esta razão, a nossa visita é pontuada de exposições pouco profundas e de contacto próximo do visitante com os animais.
A nossa viagem reparte-se por quatro áreas principais: uma galeria de exposições principal, um habitat aquático exterior, salas de exposições temporárias e uma ala de exposição museológica.


Contactos:
Morada: Parque Ecológico do Gameiro
7490 Cabeção - Mora
Telef.: 266 448 130
Fax.: 266 446 034


Monday, March 26, 2007

Castelo de Palmela











Sede da Ordem de Sant'Iago
O castelo de Palmela ergue-se no contraforte nascente da serra da Arrábida e dele se avista uma extensa área de Sines a Sintra.
De difícil acesso, possivelmente só foi ocupado em épocas de maior instabilidade militar.
Não se conhecem referências anteriores à sua conquista por D. Afonso Henriques (1148), que terá reforçado a fortificação árabe e posteriormente doado aos freires da Ordem de Sant'Iago que em 1191 retiraram perante a investida almoada.
Destruído, foi recuperado em 1205 por D. Sancho I que confirmou a doação à Ordem de Sant'Iago que aí instala, a partir de 1210, o capítulo da Ordem.
Em 1384, D. Nuno Álvares Pereira comunica a partir de Palmela, por meio de grandes fogos, a sua proximidade (depois de ter vencido o rei de Castela na batalha dos Atoleiros) ao Mestre de Avis, cercado pelos castelhanos em Lisboa.

Mais tarde, o rei D. João I mandará proceder a obras de restauro no castelo, principalmente na torre de menagem. Em 1423, o mesmo rei, manda construir o convento que a partir de 1443, acolherá definitivamente os freires da Ordem de Sant'Iago. Em 1689, D. Pedro II manda construir as muralhas abaluartadas e revelins, preparando o velho castelo para acolher as modernas armas defensivas, os canhões.
Em 1755, o terramoto danificou o castelo onde, apesar de tudo, continuaram a viver os freires de Sant'Iago até 1834, data em que foram extintas as ordens religiosas em Portugal.
Após esta data o castelo conhecerá um período de relativo abandono, não fossem as obras de restauro iniciadas em 1945 pelo Estado e retomadas nos anos sessenta com o intuito de recuperar o antigo convento e aí instalar a actual pousada, uma das mais belas de Portugal.

Convento Arrábida - Setúbal






UM ESPAÇO ABERTO À CULTURA
Localizado numa zona de invulgar beleza natural, perto de Lisboa mas simultaneamente longe do bulício da grande cidade, o Convento da Arrábida reúne todas as condições para o estudo e reflexão, para o debate de temas e ideias, para a realização, enfim, das mais diversas actividades culturais e científicas.Foi essa, aliás, uma das principais motivações da Fundação Oriente ao adquirir em 1990 o convento ao então proprietário, Manuel de Souza Holstein Beck, conde da Póvoa.Edificado na vertente sul, a meio da encosta da serra da Arrábida, como que metido numa concha, o convento debruça-se sobre o mar, num lugar privilegiado de grande tranquilidade, de contacto com a natureza e de uma excepcional beleza paisagística.Inserido no Parque Natural da Arrábida, conhecido pelas suas raras espécies botânicas, goza de um clima temperado, de características mediterrânicas. Dado o carácter único de testemunho histórico, arquitectónico e paisagístico do convento e da serra da Arrábida, a Fundação Oriente fez questão de conservar os valores existentes, aproveitando e mantendo a atmosfera de recolhimento e de reflexão que foi apanágio dos franciscanos e que o local inequivocamente sugere e proporciona.No projecto de recuperação e adaptação a centro cultural, procurou-se, acima de tudo, manter o espírito do lugar e respeitar a construção existente. Refira-se, a propósito, que o convento, com a respectiva área circundante, foi classificado em 1977 imóvel de interesse público.Nas zonas em que os novos alojamentos programados encontravam áreas adequadas à sua implantação, sem alterar a composição exterior, foi adoptada uma tipologia de quartos com casa de banho privativa e de quartos com antecâmara, conforme o espaço interior disponível. Aproveitaram-se, pois, as chamadas Casa do Conde e Casa das Mesquitas, que se situam a nascente do convento e que foram ampliadas, sendo adaptadas a alojamentos, sala de estar, sala de refeições, cozinha, copa e arrumos. No núcleo central, as construções existentes foram integralmente mantidas e adaptadas a novas funções: recepção, alojamentos e sala polivalente.No núcleo poente, apenas o interior da chamada Casa dos Noivos foi alterado e adaptado a um auditório com capacidade para 60 lugares. Um outro compartimento teve igual transformação, dando lugar a uma sala de reuniões com capacidade para 12 pessoas.Concluídas as obras de adaptação a unidade cultural, o convento passou a dispor de 17 quartos duplos e duas suites, todos com casa de banho privativa, uma sala de refeições com 40 lugares sentados, uma sala de estar e bar, auditório para 60 lugares, uma sala polivalente com capacidade para 70 pessoas e uma sala de reuniões para 12 pessoas. As salas estão dotadas de aparelhagem de som, retroprojector e projector de slides. O convento dispõe ainda de piscina exterior.

QUATRO SÉCULOS DE HISTÓRIA
O Convento da Arrábida, construído no século XVI, abrange ao longo dos seus 25 hectares, o Convento Velho, situado na parte mais elevada da serra, o Convento Novo, localizado a meia encosta, o Jardim e o Santuário do Bom Jesus e ainda, adjacentes ao convento, mas autónomos, os aposentos do duque de Aveiro e as casas onde eram alojados os peregrinos. No alto da serra, as quatro capelas, o conjunto de guaritas de veneração dos mistérios da Paixão de Cristo e algumas celas escavadas nas rochas formam aquilo a que convencionou chamar-se o Convento Velho. O Convento Novo, o edifício principal a meio da encosta, dispõe de 27 celas, igreja, seis capelas, livraria, refeitório, cozinha, torre de relógio, casa de lavagem e vários fontanários. A água das fontes continua a ser captada em minas, segundo o sistema hidráulico implantado pelos franciscanos. O Convento foi fundado em 1542 por Frei Martinho de Santa Maria, franciscano castelhano a quem D. João de Lencastre (1501-1571), primeiro duque de Aveiro, cedeu as terras. Anterior à construção, existia onde é hoje o Convento Velho, a Ermida da Memória, local de grandes romarias, junto da qual, durante dois anos, viveram, em celas escavadas nas rochas, os primeiros quatro religiosos arrábidos: Frei Martinho de Santa Maria, Frei Diogo de Lisboa, Frei Francisco Pedraita e São Pedro de Âlcantara. De arquitectura austera, o convento é praticamente desprovido de ornamentos. No seu interior, destacam-se apenas, de onde em onde, esculturas de santos e Cristos, de terracota e de madeira, colocadas em nichos, os azulejos que ornam as capelas, e ainda os embrechados compostos de pedrinhas misturadas com conchas e cacos de faiança e usados na decoração de fontes, paredes, muros e capelas. Assinalem-se ainda peças escultóricas de cerâmica e de madeira, cantarias e lajedos, tectos pintados e uma talha dourada. D. Jorge de Lencastre, filho do 1º duque de Aveiro, continuou as obras mandando construir uma cerca para vedar a área do convento. Mais tarde, seu primo D. Álvaro, mandou edificar a hospedaria que lhe servia de alojamento e projectou as guaritas, na crista do monte, que ligam o convento ao sopé da montanha, deixando, no entanto, três por acabar. Por sua vez, D. Ana Manique de Lara, viúva do duque de Torres Novas e nora de D. Álvaro, mandou construir duas capelas, enquanto o filho de D. Álvaro, D. António de Lencastre, mandou edificar, em 1650, o Santuário do Bom Jesus. Com a extinção das ordens religiosas em 1834, o convento, as celas e as capelas dispersas pela serrania sofreram várias pilhagens e enormes estragos causados pelo abandono. Em 1863, a Casa de Palmela adquiriu o convento mas as obras só começaram no século seguinte, nas décadas de 40 e 50. Quarenta anos depois, em 1990, o seu então proprietário optou por vender o convento e a área envolvente, num total de 25 hectares, à Fundação Oriente, a única instituição, que, em seu entender, dava garantias de manter os mesmos valores com que, no século XVI, os seus antepassados o entregaram aos arrábidos. O convento está integrado na Rede de Centros Culturais Europeus implantados em locais históricos.

CONTACTOS
Convento da Arrábida
Apartado 28 - 2925 Azeitão
Tel.: (351) 212 197 620 Fax: (351) 212 197 630
As visitas ao convento deverão ser marcadas previamente realizando-se de quarta-feira a domingo, inclusive com uma entrada única às 15:00.

Portinho da Arrábida - Setúbal






O Forte de Santa Maria da Arrábida está situado sobre um rochedo existente no sopé da encosta sul da serra, a sudoeste do Portinho da Arrábida e a cerca de 5 quilómetros a oeste da foz do Sado. Faz parte do conjunto de fortalezas seiscentistas que desde Setúbal se estendiam até ao Forte da Baralha, perto do cabo Espichel, dentro do plano de guerra defensiva contra a Espanha, instituído por D. João IV em 1640.
Segundo refere a inscrição da entrada, foi mandado construir em 1676, durante a regência do príncipe D. Pedro, mais tarde, D. Pedro II, por ordem do Marquês de Fronteira, membro do Conselho de guerra, seu gentil-homem da Câmara, vedor da fazenda, mestre-de-campo e general da Corte, Estremadura, Cascais e Setúbal e «destina-se à defesa do Porto da Arrábida e seus mares».
No entanto, segundo se tem referido, propunha-se, também, impedir o desembarque dos piratas sarracenos que por ali vinham assaltar o convento próximo, cometendo roubos e aprisionando os frades arrábidos, e proteger os pescadores e os que desembarcavam no Portinho para «visitar a Mãe de Deus ao Convento» e, ainda, dar abrigo aos que o procuravam «para escaparem aos perigos com que o mar os ameaçava furioso».

De traça nitidamente seiscentista, com quatro parapeitos para o lado do mar, oferece a sua arquitectura elementos particularmente notáveis como as lápides e a pedra-de-armas da entrada. Possui uma belíssima imagem de Nossa Senhora, em pedra de lioz, de feição também seiscentista.
Possui sobre a pedra d'armas a seguinte inscrição:
"Governando estes reinos e senhorios de Portugal o muito alto e poderoso príncipe D. Pedro, Nosso Senhor, pelo Marquês de Fronteira, do Conselho de Guerra, seu Gentil-Homem da Câmara, vedor da sua Fazenda, Mestre de Campo General da Corte, Estremadura, Cascaes e Setúbal, (mandou) fazer esta fortaleza para defender este porto e (barra) da Arrábida e seus mares no ano de 1676. Por ordem de S. M. foi tudo reedificado desde os alicerces, feitas as estradas de novo e se acabou em MDCCXLIX."

A fortaleza esteve activa na defesa e observação da costa até ao reinado de D. Luís; no princípio do século é arrendada a um particular e, em 1932, Sebastião da Gama (Pai do Poeta da Arrábida) adaptou o forte a pousada. Esta funcionou até 1976.
Finalmente, em 1978, foi a fortaleza entregue ao Parque Natural da Arrábida, uma vez que se situa na zona do Parque e é considerado imóvel de Interesse Público.
Desde então, foram efectuadas largas obras de recuperação do imóvel e instalado o Museu Oceanográfico em 1991.

Serra da Arrábida - Setúbal





A Serra da Arrábida é uma pequena elevação de Portugal Continental, com apenas 501 metros de altitude. Situa-se na Península de Setúbal; aí se localiza o Parque Natural da Arrábida, bem como o Convento de Nossa Senhora da Arrábida. O seu clima é temperado mediterrânico, apresentando portanto, uma flora rica em espécies mediterrânicas, tais como a azinheira, sobreiro, carvalho, etc. A sua fauna é bastante diversificada, apesar de ter sofrido grandes alterações desde o século XIX. De facto, até ao início do século XX era ainda possível observar lobos, javalis e veados. Assim, a principal da fauna actual fazem parte o gato-bravo (Felis silvestris), a raposa (Vulpes vulpes), a lebre (Lepus capensis), morcegos, águia de bonelli (Hieraetus fasciatus) o bufo real (Bubo bubo), perdiz (Alectoriz rufus) e o andorinhão real (Apus melba), entre muitos outros. Faz parte do Parque Natural da Arrábida, o qual tem uma área aproximada de 10800 hectares.
Fonte: wikipédia

Praia da Rainha - Arriba Fóssil Costa da Caparica





A Costa da Caparica corresponde a uma extensa faixa arenosa associada a um cordão dunar sendo acompanhada, em toda a sua extensão, por uma arriba, ora relativamente próxima, ora mais afastada do mar, a que se segue uma plataforma litoral, a Arriba Fóssil, que atinge a centena de metros nos Capuchos.
A Arriba Fóssil é o elemento dominante desta orla litoral, estendendo-se da Caparica à Lagoa de Albufeira e desenvolvendo-se, em parte da sua extensão, sobranceira às “Terras da Costa”. A grande barreira ergue-se de forma abrupta tendo sofrido, ao longo do tempo, de intenso processo erosivo que lhe conferiu o aspecto descarnado actual. O seu interesse paleontológico é também evidente. A fauna fóssil existente é de origem fluviomarinha predominando os lamelibrânquios, gastrópodes e vestígios de peixes miocénios. A fauna ictiológica está representada por formas tropicais e sub-tropicais indiciando a remota presença de mares ou correntes quentes.Em áreas contíguas situam-se os pinhais dos Medos e da Aroeira, povoamentos de pinheiro manso com Sabina-das-areias e Aroeira. Imediatamente a sul, encravada num sistema dunar, prolongamento da escarpa fóssil, fica a Lagoa da Albufeira, uma estrutura lagunar de águas salobras alimentada por um pequeno curso de água e, de longe em longe, aberta às águas do mar.